quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

READEQUAÇÃO VOCAL DA PESSOA TRANSGÊNERO

 

A voz é um cartão de visitas sonoro, no qual o indivíduo imprime o selo de sua personalidade, seu humor, sua profissão e idade, sua vida e até mesmo seus antecedentes (JUNG, 1999; BLOCH, 1979). Ela exerce grande importância na comunicação oral. A voz conecta o “eu interior” com o “eu exterior”.

Para a pessoa transgênero, a voz é mais um aspecto a ser modificado e adaptado ao gênero (DRUMOND, s.d.). A voz deve soar condizente com a demanda do indivíduo; respeitando sempre os limites fisiológicos e anatômicos do trato vocal.

Durante o processo de construção da nova identidade vocal da pessoa transgênero, a fonoterapia tem sido uma grande aliada desse público para a readequação da comunicação oral como um todo, proporcionando confiança na sua expressão de gênero nas interações e meios sociais  (LOPES, DORFMAN & DORNELAS; 2019).

Por isso, ressalta-se a importância da participação do fonoaudiólogo na equipe multidisciplinar durante o processo transexualizador. O fonoaudiólogo utiliza técnicas vocais e recursos terapêuticos não invasivos que facilitam o processo de readequação vocal da pessoa transgênero, proporcionando um equilíbrio entre corpo-mente-voz (LOPES, DORFMAN & DORNELAS, 2019).

Dentre os diversos aspectos a serem trabalhados durante a fonoterapia, destacam-se:

-orientações sobre saúde e bem-estar vocal;

-técnicas de respiração e de coordenação fonorrespiratória;

-adequação da intensidade, timbre e frequência vocal;

-técnicas de flexibilidade vocal e entonação;

-exercícios articulatórios e de velocidade de fala;

-comunicação não-verbal;

-comunicação assertiva;

-redução de sintomas vocais, como: fadiga, rouquidão e instabilidade vocal.

 

Recursos terapêuticos associados à prática fonoaudiológica:

-laserterapia (fotobiomodulação);

-ultrassom terapêutico;

-eletroestimulação neuromuscular;

-dermatoglifia;

-bandagem elástica funcional.

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Fga. Danielle Gregório CRFa 5: 13.000-1

-Especialista em Voz pelo CFFa

-Bacharel em Música com habilitação em Canto erudito – UFRJ

-Pós-graduada em Coach vocal - CEV

-Pós-graduada em Fonoaudiologia e expressividade

 

Agendamentos de consulta presencial (Brasília) ou on-line  Whatsapp:(61) 99660-4202

Instagram: @fonodaniellegregorio

 




segunda-feira, 27 de abril de 2020

PROJETO SAÚDE VOCAL DO PROFESSOR: CONDICIONAMENTO VOCAL DO PROFESSOR

Seja bem-vindo ao meu Blog!

Nesse post, eu falo sobre um novo projeto que desenvolvi especialmente para o trabalhador em educação:  SAÚDE VOCAL DO PROFESSOR.

Abaixo eu esclareço todas as suas dúvidas em relação ao projeto. Caso você queira agendar seu horário, entre em contato através dos telefones:

 

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PROJETO SAÚDE VOCAL DO PROFESSOR: OFICINA DA VOZ

 

1) O QUE É ESSE PROJETO?
É um projeto voltado para a saúde vocal do trabalhador em educação, cujo objetivo é fazer com que ele compreenda como cuidar melhor da sua voz, já que esta é um importante instrumento do seu trabalho. 

2) QUAL É O PÚBLICO-ALVO?
 Trabalhador em educação (ensino fundamental, médio e superior) e candidatos em concurso público na área de educação.

3) QUAIS OS OBJETIVOS DESSE PROJETO? 
Promover a saúde vocal do trabalhador em educação, através de oficinas, onde abordaremos os seguintes temas:
*Cuidados com a voz voltados para o trabalhador em educação.
*Prática de exercícios vocais preventiva, visando a manutenção de uma voz sadia.
*Aprendizado de exercícios de aquecimento e desaquecimento vocal.
*Uso de técnicas de dicção e oratória, garantindo uma comunicação mais eficiente dentro e fora de sala de aula.
*Técnicas de relaxamento global.
4) QUAL A RELEVÂNCIA DESSE PROJETO PARA O TRABALHADOR EM EDUCAÇÃO?
O trabalhador em educação é um profissional da voz, e ao desconhecer os cuidados com ela, ele pode ter prejuízos em sua saúde vocal, que vão desde alterações imperceptíveis auditivamente, até alterações vocais severas, que podem impedir a continuidade do seu trabalho.
Uma produção vocal alterada pode reduzir a inteligibilidade da fala, além de criar no ouvinte um impacto negativo e certo incômodo, resultando em problemas na relação entre os educadores e
educandos. 
A docência exige grande demanda da voz e cada vez mais é constatada uma série de problemas vocais entre os que a exercem. Poucos possuem preparo vocal para o uso profissional; há conhecimento apenas superficial a respeito dos cuidados com a voz.
Segundo pesquisas, "a voz do professor é apontada por ele mesmo como um de seus principais recursos de trabalho, porém pela falta de prévio treinamento vocal, e por um conjunto de condições desfavoráveis de ensino, o professor torna-se um profissional de risco para desenvolver um problema de voz. A responsabilidade de transmitir conhecimento, de formar culturalmente alunos e de cumprir os currículos escolares, entretanto leva muitas vezes o professor a relegar seus problemas vocais a segundo plano, buscando ajuda somente quando se torna impossível
produzir uma voz audível". 

5) QUAL A CARGA HORÁRIA DAS OFICINAS DE VOZ?
Encontros individuais ou em grupos, com duração de uma hora, sendo uma vez na semana.

6) ONDE SERÃO REALIZADAS AS OFICINAS?
As oficinas serão ministradas  em Brasília DF, em Águas Claras

7) COMO FAÇO PARA AGENDAR MEU HORÁRIO? 
Você pode agendar seu horário através dos telefones: (61)99660-4202 

8) ESSAS OFICINAS POSSUEM MATERIAL DIDÁTICO?
Sim. Cada pessoa recebe uma apostila com todo o material trabalhado durante as oficinas.

9) CASO TENHA INTERESSE DE LEVAR ESSE PROJETO PARA MEU LOCAL DE TRABALHO, COMO FAÇO?
De acordo com o número de inscritos, podemos levar esse projeto até o local do seu trabalho. Maiores informações, entre em contato comigo.


Caso você queira maiores informações sobre meu trabalho e currículo profissional, visite a guia "Sobre Danielle Gregório" que está na página inicial do meu Blog. 




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segunda-feira, 1 de outubro de 2018

DISORTOGRAFIA


DISORTOGRAFIA




A disortografia é a dificuldade de fazer uma associação entre os fonemas (som das letras) e os grafemas (escrita das letras). É muito comum vermos alunos, em fase de aquisição de escrita, apresentarem confusões entre o uso da letra F ou da letra V para escrever a palavra /faca/, mas a partir do segundo ano de escolarização, já é esperado que a criança possa perceber as diferenças sonoras entre as letras e assimilar seu conhecimento. Quando essa dificuldade persiste nas primeiras séries do Ensino Fundamental, podemos dizer que a criança apresenta uma disortografia.
Disortografia é um transtorno específico de escrita, caracterizado pela dificuldade de uso e compreensão das regras ortográficas, causando erros nas escritas das palavras.
A principal característica de um aluno com disortografia é a confusão entre letras, sílabas e palavras na escrita. Essa dificuldade pode ou não estar associada a trocas na fala (transtornos fonológicos) desses mesmos fonemas.
Indivíduos com disortografia apresentam, na maioria das vezes:
·        Trocas de letras dos pares mínimos, como faca/vaca, chinelo/jinelo, porta/borta, dente/tente;
·        Adições de sílabas, como ventilador/ventitilador;
·        Omissões de letras, como cadeira/cadera, branco/banco;
·        Contaminação de sílabas, como pipoca/picoca.

Sugerimos, a seguir, algumas atitudes que o professor deve ter em sala de aula:
·        Não enfoque somente as dificuldades da criança;
·        Elogie quando o aluno realizar atividades com sucesso;
·        Estimule a memória visual de seus alunos com cartazes de letras e números espalhados pela sala de aula, mas cuidado com a poluição visual;
·        Não peça para a criança repetir as palavras que escreve errado por 20 ou 30 vezes, essa atitude de nada adianta e só faz com que o aluno fique mais desinteressado e sua autoestima diminua;
·        Desenvolva jogos e brincadeiras, pois podem diminuir essa dificuldade.

Caso uma criança apresente indícios de que pode ter disortografia, ela deverá ser encaminhada para uma avaliação rigorosa, que deve ser feita por um fonoaudiólogo ou um fonoaudiólogo educacional.



·       ONDE ENCONTRAR ATENDIMENTO FONOAUDIOLÓGICO PARA DISORTOGRAFIA:
* DISTRITO FEDERAL – BRASÍLIA – ÁGUAS CLARAS
Fga. Danielle Gregório – CRFa 5: 13000

Você pode agendar sua consulta pelo telefone:



                     (61)99660-4202 
                 Particular e planos de saúde

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FONTES:
HONORA, M. FRIZANCO, M. Dificuldades na aquisição da língua portuguesa escrita no ensino fundamental. São Paulo: Ciranda Cultural, 2012.

CAPELLINI, S. CESAR, A. Como identificar o risco para os transtornos específicos de aprendizagem. São Paulo: LIDA/UNESP.